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O SONHO DE SER MAESTRO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Fernando Paulo Baptista   
Segunda, 07 Novembro 2011 21:14

 

O sonho de ser “maestro”...

 

 

E o Olimpo pairou sobre Deméter nas asas fulgurantes de uma encantadora e polifónica sinfonia — partitura de pontos, de linhas, de planos e de cores, criada por estes divinos Artistas Lusíadas...

 

Seja-me permitido evocar, hoje e aqui, num registo de outonal nostalgia, uma paixão e um sonho que, desde bem jovem, tenho acalentado no coração e na alma e que ainda não consegui concretizar: ser maestro de uma grande orquestra ou de um grande coral...

Mas, na minha infância, não havia, em Viseu, minha terra natal, uma Escola de Música como é o prestigiado Conservatório Azeredo Perdigão ou um Curso Superior de Música, com a reconhecida qualidade e criatividade, como o que vem sendo ministrado no Instituto Piaget, no seu Campus Universitário do Alto do Gaio, nem na «Barrellas» de «O Malhadinhas» para onde migrei aos meus dois tenros anitos havia uma Academia de Música como, por exemplo, a de Sernancelhe...

É assim que, em compensatório desvio metafórico, tenho tentado direccionar esse meu irrealizado sonho para aquele que considero configurar «O MAIS BELO E O MAIS NOBRE PROJECTO DE CIDADANIA HUMANISTA E UNIVERSALISTA À ESCALA PLANETÁRIA», ou seja, o «Projecto de uma Humanidade cada vez mais Culta, mais Adulta e eticamente mais Humana, onde todos nós possamos conceber e executar, em harmoniosa e colegial orquestração, a maravilhosa «Partitura» da construção da «Grande Catedral de uma Sociedade Fraterna e Justa» (de uma Sociedade progressiva e axiologicamente melhor...), movida e alimentada pela energia criadora e modeladora que irrompe dos potenciais formativos da Educação, da Cultura e da Arte (simbolizada esta, na Grande Música e nas Belas Artes em geral, nomeadamente a Arquitectura, a Pintura, a Escultura, o Teatro e o Cinema...), sempre em diálogo interactivo e crítico-construtivo com a Filosofia, a Epistemologia, a Semiótica, a Teologia, o Direito, a Política, a Pedagogia (eu preferiria dizer: a Antropo-agógica), a Ciência Pura, as Ciências da Vida e da Saúde e demais Ciências Antropológicas, com as Humanidades Clássicas e Modernas e com as Belas Letras (a começar pela Bíblia, o Rig Veda e o Corão, até aos Grandes Textos Poético-Literários, Reflexivo-Meditativos e Civilizacionais do Mundo Inteiro...) e, integrando, naturalmente, mas de modo humanizado e subordinado, o imprescindível contributo mediador e instrumentante da Ciência Aplicada, da Técnica e da Tecnologia, numa palavra, da Tecnociência...

Este sonho, como se infere da sua essência onírica, só pode defluir do «Reino da Utopia, do Humano, do Divino e do Sagrado» e, consequentemente, dos virtuosos e transcendentais princípios e valores do Belo, do Bem, da Justiça (Igualdade / Equidade), da Verdade, da Sabedoria, da Liberdade, da Responsabilidade, do Respeito, da Fraternidade, da Solidariedade, da Autenticidade, da Transparência, da Simplicidade, da Humildade, da Piedade, da Prudência, da Fortaleza, da Temperança, da Fé, da Esperança, do Amor...

Mas não posso deixar de considerar e de assumir que a Utopia, assim polifonicamente entendida, é a inesgotável «condição» idealizada e idealizadora que pode e deve iluminar constantemente as mais belas realizações concretas do ser humano que somos, do ser limitado, mas sonhador, que sou e que quero continuar a ser até ao fim, com a plena consciência da minha finitude, imperfeição e efemeridade existencial...

 

 

 

Com um abraço fortíssimo, saído dos abismos da alma e do coração

 

Vosso

Fernando Paulo

 
COMUNICAÇÃO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Arménio de Vasconcelos   
Segunda, 07 Novembro 2011 20:58

 

 

Caros companheiros :

Tive a honra de estar presente, em Rio Tinto, junto ao maravilhoso Douro que beija as Cidades Invicta (Porto) e de Gaia ( da junção das duas : Porto e Cale, se criou o nome PORTOCALE, que deu PORTUGAL ; isto dito numa breve ideia..). onde assisti, como Presidente da nossa Academia, à abertura de uma qualificada exposição de Artes Visuais, englobando 16 Artistas de Portugal, de África e do Brasil, a qual foi regada com a Poesia, tudo a fazer-nos sentir a vizinhança dos inigualáveis vinhos, vindos das encostas multicoloridas do Rio mais belo deste Continente, testemunho do Reino Maravilhoso de Miguel Torga que começa  perto de Espanha e abraça o Mar que conhece todas as Terras da Terra ali a poucas centenas de metros. Tudo a merecer ser visto não falado ou meramente escrito como o estou a fazer.

Tudo esteve conforme: as belas letras, as belas artes,as belas relações que ali se criaram e/ou foram acrescentadas.

Qualifico os trabalhos dos organizadores:Noémia  Travassos, Armando e Anabela Magno, Libânia e Aurora  por um lado e todos os criadores, pelo outro, do que saiu enriquecida  a Cultura e a Lusofonia , prosseguindo-se o caminho sublime que leva ao encontro do Belo, razão última da nossa existência. A útima palavra de simpatia para o lindo casal de arquitectos, proprietários da Galeria, os quais a breve trecho ter  como Companheiros Académicos bem assim os seus familiares presents.

A todos o meu abraço.

Bem Hajam.

O vosso Arménio Vasconcelos

 

 
EVENTO ACLAL l PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Noémia Travassos   
Segunda, 31 Outubro 2011 15:58

I Encontro de Artes Lusófonas

 

A ACLAL – ACADEMIA DE LETRAS E ARTES LUSÓFONAS em associação com a GALERIA ART3, vai inaugurar no próximo dia 5 de Novembro de 2011 pelas 21 horas, o I Encontro de Artes Lusófonas com a participação de artistas de Portugal, de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde e do Brasil. O evento estará patente ao público até ao dia 4 de Janeiro 2012.

Na qualidade de Diretora de Artes da ACLAL, (área de Pintura e Escultura), tenho o prazer deconvidar  os nossos co-académicos, amigos, e todos os amantes das artes para a inauguração deste evento de divulgação e partilha de Artes Lusófonas.

Saudações Académicas,

Noémia Travassos

 

Galeria ART3

Dr. José Luís Araújo, 59

Rio Tinto, Portugal

 
Convocatória PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Arménio de Vasconcelos   
Terça, 27 Setembro 2011 00:00

 

 

 

Academia de Letras e Artes Lusófonas

Associação Cultural - ACLAL

CONVOCATÓRIA:


Nos termos estatuários e do Regulamento Interno, convoco a Assembleia Geral para o próximo dia 09 de Outubro de 2011, pelas 15 horas, a realizar-se na sua sede mundial em Além do Rio, Museu Maria da Fontinha, Gafanhão 3600- 345, Castro Daire – Portugal, com a seguinte

Ordem de Trabalhos:

1. Como nota prévia, usará da palavra o Presidente da Direção, explicando situações, dúvidas e sucessos ocorridos nestes dois anos;

2. Apresentação e aprovação das contas de gerência, referentes aos anos de 2009 e 2010;

3. Alterações e/ou ratificação dos artigos do Regulamento Interno, aprovado em Outubro de 2009;

4. Alteração do montante das quotas sociais;

5. Conferência das contas prestadas por cada membro, atendendo a que muitos se encontram relapsos; cada um comprovando o seu cumprimento, no caso de o ter feito;


§ Primeiro: Todos os membros acabados de referir e bem assim todos os demais passam a pagar 5 euros por cada ano em atraso, incluindo 2010 e 2011; o que pode ser efetivado até à véspera da Assembleia, na conta da Academia, na Caixa Geral de Depósitos, Agência de Castro Daire, a que corresponde o NIB 003502310002819683065 e o IBAN PT50003502310002819683065 ou procedendo a esse pagamento antes do início dos trabalhos, com vista a adquirirem legitimidade para intervir; sendo certo que os que já cumpriram o seu dever nas formas regulamentadas, ficarão credores do remanescente nos exercícios seguintes;

§ Segundo: Em caso de dúvidas ou diferenças não esclarecidas, o membro em causa intervirá na Assembleia se o quiser fazer, prestando sempre afirmação de honra, cuja situação será esclarecida logo que possível;


6. Considerando que alguns elementos dos Órgãos Sociais, entretanto faleceram, outros se tornaram inadimplentes, ou por qualquer forma se excluíram das suas funções, esta Assembleia será também eletiva, devendo as listas candidatas serem entregues à Mesa até ao seu início;

7. Cada uma das eventuais listas concorrentes deve ser acompanhada da motivação onde conste o orçamento e plano de atividade, a que se propõe;

8. Completação dos Quadros de Patronos, nas Secções de Letras, Artes e Outras Artes, seguindo-se a votação e sua aprovação;

9. Apresentação eventual de algumas candidaturas de membros da Academia, com valor reconhecido, para assumpção da titularidade das diversas cadeiras (40 de Portugal, 40 do Brasil, 20 dos demais países lusófonos, em cada um dos três Quadros);

10. Determinação do prazo, após aceitação e aprovação do membro a titular, quanto ao trabalho que este tem sempre de apresentar à Academia, tendo como referência o Patrono da cadeira que irá ocupar, depois de aceitar o convite e de para tal ser aprovado, v.g. : tendo sido proposto e aprovado, na última Assembleia, que o companheiro Fernando Paulo Baptista, português, viesse a ocupar a cadeira nº 1, da Secção de Letras, dum Patrono brasileiro, no caso, o grande Machado de Assis, deliberar-se também acerca do prazo de que o mesmo ainda dispõe para cumprir aquele objectivo regulamentar;

11. Implementação urgente de relações com Câmaras Municipais, outras Autarquias, Secretaria de Estado da Cultura, Ministérios da Cultura dos Países Lusófonos, Museus, Bibliotecas, Associações Culturais, Universidades, Institutos e outros Estabelecimentos de Ensino, Embaixadas e Consulados dos Países Lusófonos, CPLP e outras Organizações que prossigam o enriquecimento cultural desses países; o que deve ser preferentemente levado a efeito através de Protocolos;

12. Planificação de ações para efeito de se concretizarem edições periódicas de Antologias de Contos, Poemas, Ensaios e Concursos diversos, no campo de qualquer das Artes, a levar efeito em todos e em cada um dos Países Lusófonos;

13. Constituição de pequenas e médias Bibliotecas, mostras de Arte, Exposições e Conferências, etc, em todos os Países Lusófonos, a começar pelos mais carenciados;

14. Deliberação no sentido de que futuras Assembleias Gerais possam decorrer em local diferente do da Sede acima indicada;

15. Definir com carácter definitivo e com a brevidade que se impõe, a Lista de Membros que passará doravante, como se deseja, a ser ampliada e completada pelos novos aderentes; cuidando-se das necessárias rectificações, por efeito de falecimento e/ou exclusão; afirmando-se desde já a necessidade do envio de fotos, mesmo por via eletrónica, daqueles que ainda faltam fazê-lo;

16. Dar constante nota, a todos os membros, por via eletrónica, de todos os elementos alusivos à Academia, tais como e entre outros, a situação da sua conta bancária, o seu NIB e IBAN, número fiscal, fichas de inscrição e informações para tal, para novos membros, singulares ou coletivos e, se possível, informando todas as ocorrências que o mereçam; o que será feito em http://aclalusofonas.blogspot.com ou http://aclal.org, sem esquecer o endereço eletrónico Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar ;

17. Colaboração assídua, por parte de todos e de cada um dos nossos Académicos, quanto aos necessários trabalhos e obras a serem publicados atempada e constantemente nos Boletins da Academia (o que pode ser feito para qualquer dos endereços acima);

18. Contratação de colaborador, nas melhores condições possíveis, a tempo parcial, para o desenvolvimento de ações relacionadas com a comunicação, “internet”, guarda de documentos, respostas ao que for solicitado, etc; isto mediante prestação que seja possível cumprir;

19. Identificação de Voluntários para a constituição de Comissões, desde já para implementação do disposto nos números 9, 11, 12, 13, 17 e 18, supra;

20. Outros assuntos de interesse para a Academia e para as Culturas dos Países Lusófonos.

Cumprimentos Académicos

Além do Rio, 24 de Setembro de 2011-09-27

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Prates Miguel

 

 
Tertúlia Troca de Palavras - Convite PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Redação   
Quarta, 01 Junho 2011 00:00

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CONVITE

A Academia de Letras e Artes Lusófonas - “ACLAL”, tem a honra de  convidar Vª  Excia e Exmª Família para uma tertúlia de “Troca de Palavras”, que se realiza no próximo dia  3 de Junho de 2011, pelas 21:30 horas, na Quinta de S. Salvador, em Vila Nova de Gaia,  num encontro com a «Lusofonia», marcado pelos grandes valores, e com a temática: «Voando sobre um ninho de cucos. Estórias da escola.» , através da convidada especial, Drª Angelina Carvalho - Investigadora em ciências de Educação.


" A Língua Portuguesa que é a pátria de grandes mestres, nasceu de Portugal. Este nasceu de (Portucale)...Porto e Cale (Gaia). Logo, as jornadas de nossa Academia Lusófona que tiveram o seu início e muito bem em Cale, em frente ao Porto.

E daqui, mais amadurecida, irá distribuir-se e enraizar noutros solos ubérrimos, crescendo, florindo e oferecendo frutos ao Mundo.

Assim seja !

Compareçam para darem força a esta ideia!"

Arménio Vasconcelos

 
25 de Abril em Portugal PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por António Taborda   
Quinta, 12 Maio 2011 09:17


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tertúlia/Serão na «Casa Barbot», dia 29 de Abril, sobre o tema “25 de Abril em Portugal”.


Excerto da intervenção (bem contemporânea), do Académico nº 235, da ACLAL, António Monteiro Taborda, advogado e ex- deputado da Assembleia da República Portuguesa.

…”Pediram-me para vir falar sobre o 25 de Abril e a poesia e dar o meu testemunho pessoal

sobre o antes e o depois do 25 de Abril. Como não sou poeta, terei de me servir dos poetas deste país par tal fim.

Para enquadrar o tema, achei bonito começar por ler-vos um pequeno poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, que sintetiza magistralmente o tema e que diz assim:

«25 de Abril»

Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substancia do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen

Enquadrado o tema, gostaria de começar por ler um excerto da minha intervenção que proferi enquanto deputado, na Assembleia da República, no dia 25 de Abril de 1982.

_ Comemora-se hoje mais um aniversário da festa, da esperança e da libertação.

A festa acabou há muito.

A esperança, essa, renova-se cada dia e, apesar dos acidentes de percurso, vai dando vida aos cravos, que dentro de nós teimam em não murchar.

E neste tempo de Abril renovado convém reflectir sobre o essencial e mais dinâmico valor a libertação: algo mais que a vaga liberdade, vector entre a luz, que contém, e as trevas, que se opõem e nos tentam impor, ela só capaz de fazer mover as nossas azenhas.

Com o desaparecimento da opressão fascista, o 25 de Abril trouxe-nos novas formas de relacionamento entre as pessoas, agora libertas dos esbirros e das censuras várias, pensando e agindo apenas e só em conformidade com a sua consciência, construindo com mãos limpas de medo o futuro próprio e colectivo.

Porque a todos passou a ser reconhecido o direito de dizer a sua palavra, as populações começaram a participar na resolução concreta dos problemas colectivos, em todas as estruturas do poder autárquico, nos sindicatos, nas colectividades e nas mais diversas formas de organização, enfim dando vida e pulsação ao corpo da comunidade.

A imaginação liberta, enfim, das peias que a espartilhavam, explodiu numa criatividade fecunda no campo social, político e cultural, o que constitui o verdadeiro cerne da Revolução de Abril.

O direito à alegria instalou-se simultaneamente com o dever da vigilância democrática.

Foi então possível iniciar o longo caminho da libertação do povo português, as transformações económicas e sociais necessárias, a justiça social, a democracia, o exercício efectivo das liberdades, e, com a participação popular, abrir o caminho da construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.

E hoje, passados que são (37 anos), podemos aperceber-nos do que seria este país se o 25 de Abril não tivesse ocorrido, como e quando ocorreu: os milhares de mortos que se teria somado aos que houve nas guerras coloniais, as centenas de democratas que terias entrado nas prisões políticas, a miséria e a fome que afligiriam o povo português, o caudal da emigração, a paz do cemitério vivencial que éramos.

Daí que nenhum democrata consinta que os velhos abutres regressem para implantar o seu

reino.


….Comemorar Abril é manter intacta a capacidade de sonhar, mas é também perguntarmo-nos como o poeta:


Quem construiu a Tebas das sete portas?

Nos livros estão os nomes de reis.

Foram os reis que arrastaram os blocos de pedra?

Nas praças, ruas e aldeias deste país o povo saúda Abril, porque Abril é o povo.

A convergência de quantos comungam no espírito de Abril será possível e autêntica se tiver o povo como sustentáculo e os seus interesses como objectivo.


António Taborda

 

 

 
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